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Safra de arroz deve cair acima de 10%

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Segundo a Conab a condição climática foi a grande responsável pela redução –
Safra de arroz deve cair acima de 10%

A safra brasileira de arroz deverá apresentar, na temporada 2021/22, redução de 2,4% na área plantada em comparação à safra anterior, atingindo 1.636,6 milhão de hectares, enquanto a produção passará a atingir 10.565,3 milhões de toneladas, uma redução de 10,1% em relação à safra 2020/21. As informações são do 5º levantamento de safra da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A questão climática no Brasil, que compromete o desempenho das safras e que tanto preocupa o produtor rural no quadro atual, é apontada como um dos fatores determinantes para as expectativas da safra 2021/22. A área de arroz irrigado é estimada em 1.304,6 milhão de hectares, incremento de 0,1% em relação à safra anterior. Quanto ao arroz de sequeiro, a previsão é de redução de área em 11,2% em relação à safra 2020/21. 

Oferta e demanda

Após um clima extremamente favorável na última safra, o cenário de anormalidade climática, identificado na safra 2021/22, reflexo do fenômeno La Niña, deverá, possivelmente, acarretar em intensa queda da produtividade. Sobre a menor área, no Rio Grande do Sul, principal estado produtor, ilustra-se o baixo nível dos reservatórios e dos açudes, o qual resultou em abandono de parcela da área plantada. Ademais, para o restante do Brasil, a estimativa é também de retração, neste caso, a dinâmica é reflexo principalmente da maior rentabilidade da soja perante o arroz, fato que foi intensificado com a desvalorização do arroz e com a elevação dos insumos produtivos ao longo de 2021.

Especificamente sobre o quadro de oferta e demanda do arroz, neste quinto levantamento, houve importantes alterações dos números apresentados no quarto levantamento em relação à safra 2021/22, com o reajuste para baixo da produção e do consumo do grão. Mais especificamente sobre o menor consumo, destacam-se, como principais fatores para esta projeção, a estimativa atual de recuperação dos preços do produto e do crescimento da renda média do brasileiro, dado que o arroz é historicamente um bem de elasticidades-renda negativa.

Sobre a balança comercial, para as exportações, a perspectiva é que haja incremento do volume comercializado para 1,4 milhão de toneladas, com a valorização do mercado orizícola internacional e a alta demanda dos principais países importadores. Para as importações, estima-se uma estabilidade do volume em 1 milhão de toneladas. Como resultado, projeta-se um cenário de diminuição dos estoques finais da cultura do arroz, totalizando um montante de 1,9 milhão de toneladas em dezembro de 2022.

Fonte: Agrolink

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