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Brasil tem colheita suficiente de feijão apesar de perdas no Rio Grande do Sul

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Queda nos preços aponta para possível necessidade de exportação do excedente –
Brasil tem colheita suficiente de feijão apesar de perdas no Rio Grande do Sul

O Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe) confirmou que o Brasil não precisará importar feijão este ano, mesmo com as perdas na produção do Rio Grande do Sul devido às chuvas. Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra total estimada para 2024 é de 3,2 milhões de toneladas. O Rio Grande do Sul representa 2,2% desse total, e praticamente toda a produção já havia sido colhida antes das chuvas no estado.

Apesar das adversidades climáticas no Rio Grande do Sul, o mercado está em um cenário de preços em queda. Nos últimos 30 dias, o valor do feijão no campo sofreu uma redução de 43% em comparação ao mesmo período do ano passado. Essa tendência de queda nos preços deve, em breve, ser repassada aos supermercados, refletindo-se em preços mais baixos para os consumidores.

Diante desse cenário, o Ibrafe destaca que o Brasil não só terá produção suficiente para suprir a demanda interna, como também precisará encontrar formas de escoar o excedente, especialmente do feijão-preto. Para evitar que o excesso de produção prejudique os produtores, o instituto sugere algumas estratégias para o governo apoiar o setor e manter os agricultores motivados para a safra de 2025:

1. Inclusão em Programas Sociais:

O governo poderia incluir o feijão-preto em programas sociais como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Essa medida garantiria a compra do feijão pelos produtores e sua distribuição para escolas, hospitais e outras instituições. Parte do excedente poderia ser direcionada para famílias em situação de vulnerabilidade.

2. Campanhas de Conscientização:

Campanhas de marketing promovendo o consumo de feijão-preto poderiam aumentar a demanda interna. Divulgar receitas saborosas, benefícios nutricionais e dicas culinárias através de mídias tradicionais e digitais, bem como em escolas, poderia estimular o interesse do público pelo feijão.

3. Contratos de Opção:

Nessa modalidade, o Governo Federal se comprometeria a comprar o feijão dos produtores a um valor pré-estabelecido em um momento futuro. Se os preços de mercado estiverem abaixo desse valor, o produtor teria a opção de entregar o produto ao governo, garantindo um preço mínimo.

4. Exportação:

O governo poderia apoiar a busca de mercados internacionais para exportação do feijão excedente, gerando receitas adicionais para o país e equilibrando a oferta no mercado interno.

Com essas medidas, o Ibrafe acredita que o Brasil pode manter um equilíbrio entre produção e consumo, garantindo tanto a estabilidade dos produtores quanto preços acessíveis para os consumidores.

Fonte: Portal do Agronegócio

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