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Preparação para Impactos do La Niña nas Lavouras Brasileiras

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Estratégias Adaptativas são Cruciais para Enfrentar as Variações Climáticas Previstas –
Preparação para Impactos do La Niña nas Lavouras Brasileiras

A proximidade da formação do fenômeno climático La Niña, esperado para o segundo semestre de 2024, levanta preocupações entre os produtores agrícolas do Brasil devido aos potenciais impactos no setor. Conforme projeções do International Research Institute for Climate and Society (IRI), há uma probabilidade significativa de que o La Niña ocorra entre julho e setembro deste ano, influenciando o clima em diferentes regiões do país.

José Eduardo Furtado, Técnico de Desenvolvimento de Mercado na BRANDT Brasil, destaca que o Norte e Nordeste do Brasil podem enfrentar um aumento nas chuvas, enquanto o Sul pode experimentar um período prolongado de estiagem. Nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, espera-se uma relativa estabilidade climática, embora com possíveis variações no volume de precipitações.

Para mitigar os desafios impostos pelo La Niña, Furtado recomenda estratégias como o escalonamento planejado do plantio, uso de sementes de alta qualidade e adaptação genética das culturas. Ele enfatiza a importância de preparar as plantas para enfrentar estresses abióticos, como a nutrição adequada e bioestimulação, essenciais para minimizar os impactos adversos.

Impactos do La Niña na Região Sul do Brasil

No Sul do Brasil, onde se prevê estiagem, Furtado sugere um manejo focado na resiliência das plantas. Ele destaca a necessidade de construir uma base sólida para os cultivos, fortalecendo a fertilidade do solo para garantir que as plantas possam resistir a períodos prolongados sem chuva.

O especialista recomenda técnicas como o plantio direto, que favorece a retenção de água e a ciclagem de nutrientes, além do uso de ferramentas nutricionais e biológicas para fortalecer a microbiota do solo.

Previsão para Norte e Nordeste

Nas regiões Norte e Nordeste, onde são esperadas chuvas acima da média, Furtado alerta para o manejo adequado do excesso de umidade. Ele destaca a importância do monitoramento constante das lavouras para detectar precocemente doenças e a utilização de práticas de manejo integrado para controlar patógenos.

Furtado também incentiva o uso de tecnologias como drones e sensores para otimizar o monitoramento das plantações e a rotação de culturas como estratégia eficaz contra doenças específicas.

Investimento em Manejo Sustentável

Além das estratégias de mitigação, Furtado sugere investimentos em práticas de manejo sustentável, como a agricultura de precisão, para aumentar a resiliência das lavouras aos impactos climáticos. Essas abordagens integradas visam garantir a segurança alimentar e econômica dos produtores brasileiros diante das adversidades climáticas previstas.

Fonte: Portal do Agronegócio

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