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Preços do Milho Caem no Brasil Apesar de Alta Externa

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Relatório da Consultoria Agro do Itaú BBA destaca colheita de verão e clima favorável contribuem para redução de preços no mercado interno –
Preços do Milho Caem no Brasil Apesar de Alta Externa

Os preços do milho em Chicago apresentaram uma valorização de 1% em abril, atingindo USD 4,35 por bushel. Contudo, no Brasil, os preços do milho caíram durante o mesmo período devido à oferta de milho da safra de verão e à finalização do plantio da segunda safra. O bom desempenho da segunda safra até agora sugere que a produtividade pode surpreender positivamente, especialmente no Mato Grosso. Enquanto isso, a colheita de milho na Argentina alcançou 22,1% da área projetada, embora enfrentando desafios devido à cigarrinha.

No cenário global, sem grandes novidades para o cereal, a valorização do trigo na Bolsa de Chicago (CBOT), impulsionada por problemas climáticos na Rússia, também beneficiou o milho. Na parcial de maio, o trigo registrou uma alta de 8,2%, o que resultou em uma valorização de 3,2% para o milho, alcançando USD 4,49 por bushel.

No Brasil, os preços em Campinas caíram 4,9% em abril, para R$ 59,58 por saca, refletindo uma tendência observada também em outras regiões do país. A colheita de milho de verão ultrapassou 68% da área, enquanto o plantio da segunda safra foi concluído, com as lavouras no Mato Grosso beneficiadas pelas chuvas até meados de abril. Na parcial de maio, o preço em Campinas registrou uma nova queda de 2,6%, para R$ 58 por saca.

Projeções e Desafios para a Safra 2024/25

A Conab projeta uma queda na produção de milho em relação à safra 2022/23, embora alguns estados possam superar as estimativas de produtividade do órgão. Apesar disso, a produção total deve ser menor devido à redução da área plantada, com a safra total estimada em 122 milhões de toneladas, das quais 41 milhões destinadas à exportação.

O USDA revisou para baixo a produção de milho na Argentina, de 55 para 53 milhões de toneladas, e a Bolsa de Cereales reduziu sua estimativa de 49,5 para 46,5 milhões de toneladas em maio, devido aos problemas com a cigarrinha do milho. Ainda assim, os números indicam uma recuperação da produção argentina, sem grandes alterações no panorama global de oferta e demanda do cereal.

Expectativas para a Produção nos EUA

As primeiras estimativas para a safra 2024/25 nos Estados Unidos apontam para uma redução na produção, decorrente da menor área plantada. Para a safra 2023/24, o USDA reduziu a previsão de produção argentina em 1 milhão de toneladas. O plantio nos EUA desacelerou e está atrasado em relação a 2023 e à média dos últimos anos. Fatores como eventos no Mar Negro e Oriente Médio, além de questões relacionadas ao trigo, podem trazer volatilidade aos preços do milho.

A produção de milho dos EUA para 2024/25 está projetada em 377,5 milhões de toneladas, uma queda de 3,1% em relação à safra anterior, com a menor área plantada parcialmente compensada por um aumento na produtividade. A demanda por milho americano deve crescer, mas os estoques devem aumentar 4%. Globalmente, espera-se uma leve redução nos estoques, mantendo o balanço praticamente inalterado.

O USDA também ajustou para baixo os estoques finais americanos, que passaram a 51,4 milhões de toneladas, uma queda de 4,6% em relação à projeção de abril, mas ainda um aumento de 48,6% em relação à safra 2022/23. A oferta global de milho permanece elevada, com estoques finais mundiais crescendo 12 milhões de toneladas em 2023/24.

Condições Climáticas e Impactos no Plantio

O clima continua chuvoso nas áreas produtoras dos EUA, com o excesso de umidade atrasando o plantio de milho, que foi finalizado em 49% das áreas, comparado a 60% em 2023 e 54% da média dos últimos cinco anos. O mercado agora se concentra no clima do Meio-Oeste americano. Exceto por eventos extraordinários, os fundamentos para os preços do milho permanecem baixistas. Entretanto, a perspectiva de um balanço de oferta e demanda mais apertado para o trigo na safra 2024/25 pode oferecer algum suporte aos preços do milho.

Fonte: Portal do Agronegócio

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