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Carlos Chagas: Pesquisa de anticorpos neutralizantes e covid

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Com o início da vacinação, muitas pessoas após concluírem o esquema vacinal contra covid, buscam pelo teste para ter certeza que estão imunes à doença –

O setor de análises clínicas evolui bastante durante toda a pandemia de covid-19. Testes para identificar a doença foram desenvolvidos à medida em que a população precisou descobrir se estava infectada ou teve contato com o vírus. O avanço da doença e a descoberta de casos assintomáticos fez com que laboratórios desenvolvessem também exames capazes de identificar a produção de anticorpos para a infecção pelo SARS-CoV-2.

De acordo com Jerolino Aquino, Sócio Diretor do Laboratório Carlos Chagas, existem dois tipos de testes para anticorpos disponíveis no mercado: um que identifica diretamente anticorpos IgG ou IgM direcionados contra proteínas do vírus e outro que avalia a capacidade do soro do paciente de bloquear a ligação entre proteínas do vírus e das células humanas. Este último é o que é chamado de pesquisa de anticorpos neutralizantes. “Os ensaios são diferentes entre si, mas buscam na amostra uma resposta imune humoral, ou seja, a produção de anticorpos que têm a capacidade de impedir a entrada do vírus nas células”, explica. O especialista ressalta, ainda, que o teste disponível nos diferentes laboratórios do país é uma simplificação do teste de neutralização clássico, que envolve o uso de células e vírus vivos. É importante notar, ainda, que os testes que pesquisam IgG especificamente contra a proteína S do vírus têm resultados semelhantes aos do teste de neutralização.

“Sabemos que para uma população vacinada existe uma relação entre a presença de anticorpos neutralizantes e a eficácia das vacinas. Porém ainda há pouca evidência do significado dos testes para o indivíduo. A orientação é que a indicação do exame seja avaliada de forma criteriosa entre o médico e o paciente”, afirma Jerolino. Nenhum imunizante garante 100% de imunidade contra a doença. A orientação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária e do Ministério da Saúde é que, mesmo após completar o esquema vacinal contra a covid-19, a população mantenha as medidas de segurança para evitar a proliferação do vírus, como higienizando as mãos, o distanciamento social e o uso correto de máscaras de proteção facial.

Os testes são realizados a partir de amostras sanguíneas dos pacientes e não é necessário estar em jejum para a coleta. O exame pode ser realizado em qualquer unidade do Laboratório Carlos Chagas e o resultado é liberado em até 3 dias úteis. 

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