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Covid: Proteína na superfície das células prevê hospitalizações e mortes

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Detectadas através da realização de esfregaços nasais, as chamadas ‘proteínas de flor’ podem agir como biomarcadores para infeções graves causadas pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, por trás da doença da Covid-19

Detetadas através da realização de esfregaços nasais, as chamadas 'proteínas de flor' podem agir como biomarcadores para infeções graves causadas pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, por trás da doença da Covid-19.© Shutterstock –

Detetadas através da realização de esfregaços nasais, as chamadas ‘proteínas de flor’ podem agir como biomarcadores para infeções graves causadas pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, por trás da doença da Covid-19.

A descoberta foi feita por investigadores da Universidade de Copenhaga, na Dinamarca, e divulgada num estudo na revista científica EMBO Molecular Medicine.

De acordo com os académicos, as moléculas conhecidas como ‘proteínas de flor’ (Fwe), têm a capacidade de atuar como biomarcadores para a Covid-19, prevendo assim a necessidade de internamento hospitalar com uma exatidão de 78,7%. Entretanto, em doentes que não experienciam infeções graves, o não agravamento do quadro é conjeturado com 93,9% de precisão, reporta um artigo publicado na revista Galileu.

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Os investigadores explicam que nessas proteínas está patente o status de adaptação das células. Ou seja, se este é deficitário tal significa que a célula não se desenvolveu, está envelhecida, apresenta um metabolismo disfuncional ou está predisposta a patologias.

Conforme refere a revista Galileu, essas proteínas têm duas formas distintas: por um lado, uma alerta as células ao seu redor quando uma célula não está bem; por outro lado, outra indica ao tecido à volta que essa célula está mal, isto é, com um status debilitado.

“Se o status de adaptação da célula não for ótimo, a célula será desativada e morta pelas células vizinhas”, disse Rajan Gogna, líder do estudo, num comunicado emitido à imprensa. 

Para efeitos daquela pesquisa, os cientistas levaram a cabo exames em tecidos pulmonares de pessoas que haviam morrido vítimas de Covid-19 e adicionalmente analisaram amostras de esfregaço nasal.

Os investigadores constataram que o status das células sofria alterações devido a múltiplos fatores além da idade dos indivíduos. Por exemplo, algumas pessoas com mais de 80 anos apresentaram aptidão de células pulmonares bastante boas, enquanto alguns indivíduos jovens tiveram infeções severas de coronavírus.

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