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Rodrigo Pacheco: CCJ tem autonomia para agendar sabatina de Mendonça

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Da Agência Senado –

Pedro França/Agência SenadoComissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) realiza sabatina, com participação popular, de indicado à recondução ao cargo de procurador-geral da República, com mandato de dois anos.  Presidente do Senado Federal, senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), cumprimenta o indicado para recondução ao cargo de procurador-geral da República, com mandato de dois anos, Antônio Augusto Brandão de Aras.  Foto: Pedro França/Agência Senado

Depois de comparecer à reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e cumprimentar Augusto Aras — sabatinado pelos senadores que analisam sua recondução ao cargo de procurador-geral da República —, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, rechaçou qualquer interferência na comissão para marcar a sabatina de André Mendonça, indicado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, para o Supremo Tribunal Federal. Ele reforçou que cabe agora ao senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), que preside a CCJ, decidir o momento mais oportuno para agendar a sabatina de Mendonça.

— Não seria nem elegante interferir. Na democracia, temos que respeitar a autonomia das instituições. A CCJ é uma instituição que tem sua autonomia e regramento. Fica a cargo do presidente da CCJ organizar sua pauta — apontou Pacheco, que ressaltou ter cumprido seu papel como presidente da Casa ao encaminhar as indicações para a CCJ. 

Pacheco também elogiou o posicionamento de governadores em defesa da democracia e informou que pretende organizar uma reunião com chefes dos poderes executivos estaduais na próxima semana, após sugestão do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, e do governador do Espírito Santo, Renato Casagrande. Pacheco disse acreditar na possbilidade de uma reunião com os chefes de todos os poderes, incluindo o presidente da República, Jair Bolsonaro e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux. Na avaliação de Pacheco, a “pacificação entre os poderes” da República é um objetivo comum. 

— É esse diálogo permanente que temos que ter no Brasil. Buscar os consensos e diminuir as divergências — declarou.

Fonte: Agência Senado

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