PF investiga fraudes em obras de VLT

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (9) a Operação Descarrilho, no interesse de inquérito policial que apura os crimes de fraude a procedimento licitatório, associação criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de capitais, em tese ocorridos durante a escolha do modal do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e sua execução na capital de Mato Grosso.

Estão sendo cumpridos 18 mandados de busca e apreensão, sendo 10 em Cuiabá (MT), um em Várzea Grande (MT), um em Belo Horizonte (MG), um no Rio de Janeiro (RJ), um em Petrópolis (RJ), dois em São Paulo (SP) e dois em Curitiba (PR). A PF cumpre ainda um mandado de condução coercitiva na capital mato-grossense.

Durante a investigação foram colhidos elementos de prova pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal que apontam fundados indícios de acertos de propina com representantes de empresas integrantes do Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande, bem como desvio de recursos por intermédio de empresas subcontratadas pelo consórcio.

O inquérito policial tramita perante à Justiça Federal – 7ª Vara da Seção Judiciária de Mato Grosso.

Os mandados foram expedidos pelo juiz federal Paulo Cézar Alves Sodré, na última segunda-feira (7).

O ex-secretário da Secopa (Secretaria Extraordinária das Obras da Copa), Maurício Guimarães, foi conduzido à PF para prestar depoimento.

Entre as empresas alvo dos mandados de busca e apreensão está o consórcio VLT Cuiabá, responsável pela execução da obra do modal de transporte.

Também foram cumpridas buscas na CAF Brasil Indústria e Comércio, localizada em São Paulo. Esta é a empresa que vendeu os vagões para o VLT.

Mandados foram cumpridos também nas empreiteiras Santa Barbara Construções S/A, em Belo Horizonte e CR Almeida S/A, localizada em Curitiba. Ambas compõem o consórcio executor do modal.

Agentes da Polícia Federal ainda estiveram nas sedes das empresas Cohabita Construções Ltda e Multimetal Engenharia de Estruturas Ltda, em Cuiabá e Várzea Grande, respectivamente.

Duas factorings também foram alvo dos mandados: Barbon Fomento Mercantil Ltda e Aval Securitizadora de Crédito S.A.

Os agentes cumpriram busca e apreensão também nas residências das seguintes pessoas: Bruno Simoni, João Carlos Simoni, Altair Baggio, Guilherme Lomba de Melo Assumpção, Agenor Marinho Contente Filho, Renato de Souza Meirelles Neto, Arnaldo Manoel Antunes, Marco Antonio Cassou e Ricardo Padilha de Borboun Neves.

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