Estratégia para crise é pensar no que fazer quando ela acabar, diz ex-ministra

Ex-ministra do Trabalho e de Indústria e Comércio, Dorothea Werneck.

Assessoria TCE-MT –

Diante da certeza de que toda crise tem início, meio e fim, a economista Dorothea Werneck entende que a melhor estratégia para enfrentar este momento que o Brasil atravessa é planejar o que fazer quando a crise acabar. Ex-ministra do Trabalho e de Indústria e Comércio, Dorothea Werneck fez uma palestra em Cuiabá, no auditório do Tribunal de Contas de Mato Grosso, sobre Crise e Desenvolvimento. A iniciativa foi a primeira ação prática dos ‘Multiplicadores do Conhecimento’, um grupo de voluntários que se uniram com o propósito de contribuir de alguma forma para a construção de uma sociedade mais justa, democrática e equânime.

Otimista por natureza, Dorothea Werneck diz que a primeira coisa a fazer é não desanimar e pensar em como conviver com esse momento de incerteza. Ela elogiou a iniciativa do grupo de voluntários e disse que não existem soluções prontas e que é preciso pensar alternativas para cada região. “Exemplo concreto: Há uma preocupação do Estado de atração de investimento. Será que para ter resultado mais rápido não é melhor identificar no Estado empresas que já estão aqui, de pequeno e médio porte, que podem dobrar sua capacidade de produção?”, ponderou.

A ex-ministra também trouxe para o debate as mudanças que ocorreram no mundo em razão da inteligência artificial e que a tendência dessa nova realidade é compartilhar coisas. Ela citou como exemplo o Uber, que apesar de ser a maior empresa de táxi da atualidade não possui sequer um carro. Ela também ressaltou que a economia vem se desvencilhando da política e mostrando que pode caminhar bem, apesar do que ocorre em Brasília. A economista vislumbra ainda uma interferência cada vez menor do governo e a sociedade se mobilizando para resolver seus problemas e os da sua comunidade.

Ao fazer a abertura do evento, o vice-presidente do Tribunal de Contas, conselheiro Valter Albano, disse que o presidente do TCE-MT, conselheiro Antonio Joaquim, cedeu o espaço do TCE-MT para a realização da palestra por entender que o grupo ‘Multiplicadores do Conhecimento’ é apartidário e que, tal como o Tribunal de Contas, trata de assuntos pertinentes à administração pública.

Valter Albano explicou que, nesse momento, O Tribunal de Contas tem foco voltado à orientação dos gestores e de estudos de alternativas que visem melhorar a qualidade da administração pública no Estado e municípios jurisdicionados. “E nisso também há uma propriedade, de receber aqui multiplicadores do conhecimento e seus convidados, para adentrar nos temas que possam servir não só aos visitantes, mas também ao Tribunal, como matéria prima do nosso pensar e repensar, para construir um modelo de fiscalização que seja útil”.

Rosângela Saldanha,
Idealizadoras da iniciativa, Multiplicadores de Conhecimento.

Rosângela Saldanha, do Multiplicadores de Conhecimento, contou que o grupo possui dois blocos de ação. O primeiro é o ‘Diálogos Contemporâneos’, que estimulará debates sobre assuntos vitais para a sociedade mato-grossense e com temas atuais, que preocupam a todos. “Por isso o tema Crise e Desenvolvimento para este primeiro momento, porque é um tema que nós estamos mergulhados nele há um bom tempo e muitas vezes não conseguimos ver perspectivas, saídas para essa crise. E por isso também escolhemos ex-ministra Dorothea Werneck, que tem uma larga experiência, nacional e internacional, com a questão da economia, de políticas públicas e também de gestão de crise”.

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